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COMUNICAÇÃO

23/06/2026

Comitê do Rio Paranaíba encerra participação na 1ª Semana Nacional da Agricultura Irrigada com demonstração de campo do LMI

GERAL

Comitê do Rio Paranaíba encerra participação na 1ª Semana Nacional da Agricultura Irrigada com demonstração de campo do LMI

No último dia da programação oficial da 1ª Semana Nacional da Agricultura Irrigada, promovida pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (CBH Paranaíba) realizou uma demonstração de campo do Laboratório Móvel de Irrigação (LMI), na Embrapa Cerrados, em Planaltina (DF).

 

O dia de campo apresentou as etapas de avaliação realizadas pelo Laboratório Móvel de Irrigação em diferentes estruturas dos sistemas irrigados, como pivô central e casa de bombas. Os participantes acompanharam como são feitas as medições, quais informações são levantadas em campo e de que forma esses dados compõem o diagnóstico entregue ao produtor rural. Com esse material em mãos, o irrigante pode avaliar ajustes e adequações para melhorar o desempenho do sistema, reduzir perdas e ampliar a eficiência no uso da água e da energia.

 

Durante a visita, técnicos explicaram os procedimentos utilizados para verificar o funcionamento dos equipamentos, a uniformidade da aplicação de água e as condições operacionais do sistema. A demonstração evidenciou como a análise técnica em campo pode apoiar decisões mais precisas sobre manejo, manutenção e modernização da irrigação.

Para o presidente do CBH Paranaíba, João Ricardo Raiser, a demonstração consolidou a participação do Comitê na Semana Nacional da Agricultura Irrigada, que também contou com atividades no Senado Federal, na CNA e com a realização de um webinar sobre o Laboratório Móvel de Irrigação.

“Depois de passarmos por uma cerimônia no Senado, um evento na CNA e um webinar sobre o laboratório, hoje a gente mostra, na prática, como o Laboratório funciona, quais são as ações que ele executa, como ele beneficia o produtor e, principalmente, como a gente pode formular políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura irrigada em benefício da gestão das águas”, destacou.

 

João Ricardo ressaltou ainda que a segurança hídrica deve ser pensada de forma integrada, considerando todos os usos da água na bacia. “Não existe irrigação sem água. Precisamos garantir segurança hídrica não só para a irrigação, mas para os múltiplos usos da nossa bacia: abastecimento, indústria e agricultura. Todos dependem da mesma água, da mesma fonte e da mesma bacia”, afirmou.

 

O Laboratório Móvel de Irrigação é um projeto do CBH Paranaíba, financiado com recursos da cobrança pelo uso da água. A iniciativa já atua em diferentes regiões da bacia e tem chamado a atenção de instituições nacionais pelo potencial de apoiar a agricultura irrigada com base em diagnóstico técnico, eficiência e sustentabilidade.

Segundo o especialista em recursos hídricos do MIDR, Marcos Vinícius de Mello, o Ministério enxergou no LMI uma ação estratégica, com possibilidade de contribuir para uma política pública mais ampla.

“O Laboratório Móvel de Irrigação é uma atitude pioneira no âmbito da bacia do Paranaíba, no Distrito Federal e em parte de Goiás, com potencial de tornar-se parte de uma política pública mais abrangente, para que a irrigação em diferentes bacias hidrográficas e em diferentes partes do território nacional seja contemplada com uma ação tão estratégica”, afirmou.

 

Para Marcos, a aproximação do MIDR com o Comitê e demais instituições busca ampliar o alcance da iniciativa. “O Ministério da Integração, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Hídrica e do Departamento de Irrigação, enxergou que se juntar a essa iniciativa, multiplicada principalmente pelo Comitê de Bacia do Paranaíba, é algo estratégico e benéfico para a sociedade como um todo”, completou.

A pesquisadora da Embrapa Cerrados, Maria Emília, destacou que a parceria permite integrar pesquisa, extensão e gestão dos recursos hídricos. Para ela, o LMI cumpre papel importante ao levar conhecimento técnico até o produtor e, ao mesmo tempo, gerar dados capazes de subsidiar novos estudos e políticas públicas. “Não adianta a gente trabalhar com pesquisas, com conceitos, e isso não ser levado para a sociedade, para o produtor. É fundamental o papel da extensão. E o Laboratório Móvel é uma ferramenta fantástica para essa extensão”, afirmou.

Maria Emília explicou ainda que os dados coletados em campo podem fortalecer a atuação da própria pesquisa. “Os dados coletados pelo Laboratório Móvel podem subsidiar as pesquisas da Embrapa e retornar em informações para a formulação de políticas públicas que tragam benefícios, crescimento e desenvolvimento para a agricultura irrigada”, destacou.

 

Representando a CNA, Daniele Coelho, consultora da Comissão Nacional de Irrigação, avaliou que o projeto também ajuda a demonstrar ao setor produtivo a importância da cobrança pelo uso da água quando os recursos retornam em forma de benefícios concretos. “É uma forma de mostrar ao setor o quanto a cobrança é importante e, de fato, valorizar essa água. A eficiência dessa água faz sentido para a nossa produção e para a evolução da nossa atividade no futuro”, afirmou.

 

A demonstração de campo reforçou o alcance da iniciativa pioneira desenvolvida e financiada pelo CBH Paranaíba. O Laboratório Móvel de Irrigação evidencia como projetos estruturados no âmbito dos comitês de bacia podem ganhar escala, atrair novos parceiros e inspirar soluções para outras regiões do país, onde a produção agrícola também depende do uso cada vez mais eficiente da água.

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